Vitoriosa nasceu no dia cinco de fevereiro e é um clone do clone. Ela é filha da vaca Vitória, de três anos |
Vitoriosa nasceu a partir de células isoladas de um pedaço de pele retirado da orelha da Vitória, quando esta tinha aproximadamente um ano de idade. Estudos de identidade genética pela análise de DNA, realizados pela empresa Genomax, comprovam que ela é realmente um clone do clone.
O projeto Vitoriosa
Vitoriosa é resultado de um experimento realizado nos laboratórios de reprodução animal da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 40 unidades da Embrapa, localizada em Brasília. No experimento, foram produzidos 35 embriões que foram transferidos para 17 receptoras - ou "mães de aluguel", como são mais conhecidas.
Desde o seu nascimento, Vitoriosa tem sido monitorada em relação aos aspectos clínicos, hematológicos e bioquímicos pela equipe da Embrapa e do Hospital Veterinário da Universidade de Brasília (UnB) e tem apresentado um crescimento normal.
Aplicações futuras
Segundo o pesquisador Rodolfo Rumpf, o interesse da Empresa pelas pesquisas relacionadas à transferência nuclear se deve às suas importantes aplicações em diversas áreas associadas ou não à engenharia genética. Um dos exemplos citados é a conservação de animais ameaçados de extinção e a multiplicação de animais de elevado valor genético.
Rumpf ressaltou também que o feito encontra ampla aplicação em estudos de biologia básica, biomedicina e transgenia, que podem levar à obtenção de animais resistentes a doenças e parasitas e animais produtores de fármacos. Além disso podem otimizar características produtivas inerentes aos bovinos, como o aumento de algumas proteínas do leite que levam ao maior rendimento na produção de queijo.
Redação Terra