Estudo propõe menos radioterapia contra câncer de mama

19 de março de 2008 • 12h39 • atualizado às 13h23

Especialistas britânicos consideram que a diminuição do número de sessões de radioterapia, contrabalançada pelo aumento em sua intensidade, pode ser igualmente efetiva no controle do câncer de mama em relação aos tratamentos atuais, publica a revista médica The Lancet.

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Apesar das sessões serem mais fortes, a radiação total recebida pela paciente, submetida a um menor número de consultas, é inferior, e os efeitos secundários são mais tênues, segundo os pesquisadores.

Além disso, a adoção desta medida reduziria o número de visitas das pacientes aos centros de radioterapia e as filas de espera.

Durante dez anos, 35 centros de pesquisa e tratamento do câncer participaram do experimento United Kingdom Standardisation of Breast Radiotherapy (Start), financiado pelo Ministério da Saúde britânico e por outros organismos de luta contra a doença.

O programa de tratamento utilizado atualmente para tratar o câncer de mama após uma cirurgia é de 25 sessões de dois grays (dose absorvida de radiações ionizantes) cada uma, totalizando 50 grays ao longo de cinco semanas.

No entanto, os especialistas britânicos acham que uma radiação total menor, dada em menos doses e mais espaçadas, pode ser tão seguro e efetivo quanto o programa de tratamento atual.

Os autores da pesquisa, durante a qual foram tratadas quase 5 mil mulheres com dosagens de intensidade variada, concluem que um programa de 40 grays ao todo em 15 doses ao longo de três semanas oferece um controle do tumor e efeitos secundários semelhantes aos oferecidos pelo calendário atual.

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