Da BBC Brasil
São Paulo
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Indivíduos com idades entre 45 e 64 anos que começaram a consumir bebidas alcoólicas com moderação tiveram uma redução de 38% do risco de desenvolver doenças cardíacas, em relação às que se mantiveram abstêmias, revelou o estudo, realizado durante quatro anos com 7,5 mil pessoas.
O maior benefício registrado foi para pessoas que tomavam apenas vinho, disseram os pesquisadores em artigo no American Medical Journal. Mas cardiologistas advertiram que o álcool não é uma panacéia para a boa saúde.
Arteriosclerose
O estudo analisou os fatores de risco para o desenvolvimento de arteriosclerose - o endurecimento das artérias.
Nenhum dos participantes ingeriu bebida alcoólica no início do estudo, mas 6% começaram a beber quantidades moderadas - uma dose por dia ou menos para mulheres, e duas doses por dia ou menos para homens - durante a realização do estudo.
A redução do risco de doença cardiovascular se manteve quando os pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul levaram em conta a atividade física, índice de massa corporal (IMC, calculado dividindo o peso pela altura ao quadrado), idade e fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardíacas. Não havia diferença na incidência de mortes nos quatro anos que se seguiram.
Colesterol
As pessoas que consumiram vinho apresentaram a maior redução em distúrbios cardiovasculares tais como ataques cardíacos, em comparação a grupos de abstêmios, consumidores de grande quantidade de bebidas e pessoas que bebiam outros tipos de alcoólicos.
O estudo verificou ainda que houve alguma melhora no HDL ou colesterol "benéfico" nos que começaram a consumir bebidas alcoólicas. Apesar de vários estudos demonstrarem uma associação entre o consumo de bebida alcoólica e a redução do risco de desenvolver doenças cardiovasculares, a recomendação da Associação do Coração dos Estados Unidos desaconselha que abstêmios adotem o hábito de beber.
O líder do estudo, Dana King, disse que ficou surpreso ao verificar que a mudança na dieta teve um impacto tão grande e tão rápido. Ressaltou, contudo, que que os benefícios têm que ser avaliados com cuidado em relação aos efeitos adversos do consumo de álcool e que o novo hábito não seria recomendável para algumas pessoas com problemas hepáticos ou câncer.
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