Empresa esconde risco de suicídio em medicamento

06 de março de 2008 • 11h34 • atualizado em 27 de março de 2008 às 15h44

A agência reguladora dos medicamentos no Reino Unido criticou hoje a empresa GlaxoSmithKline por não ter alertado a tempo para os efeitos colaterais em algumas pessoas associados a um de seus remédios, entre eles o risco de suicídio. O antidepressivo Seroxat foi proibido para os menores de 18 anos em junho de 2003, mas uma pesquisa posterior demonstrou que a empresa deveria ter enviado às autoridades os dados que tinha sobre essas contra-indicações.

O Seroxat é o antidepressivo mais usado no Reino Unido, mas houve muitas queixas de que pode provocar tendências suicidas em alguns pacientes. A Agência Regulatória de Remédios do Reino Unido iniciou uma investigação em maio de 2003 para confirmar as informações que indicavam que a empresa estaria a par há anos desses efeitos colaterais e não os tinha revelado.

A Promotoria anunciou que a GlaxoSmithKline não poderá ser processada por essa omissão, pois a legislação sobre o tema não era rígida o suficiente na época e dificilmente seria possível ganhar uma ação judical sobre essa base.

A secretária de Estado para a Saúde Pública, Dawn Primarolo, disse hoje que muito em breve serão submetidas ao Parlamento novas leis que obrigarão os laboratórios farmacêuticos a comunicar os resultados de seus testes clínicos.

Em comunicado, a GSK disse negou ter agido de forma inadequada ou retido a informação que dispunha.

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