Ratos trazem esperança para cura do diabete tipo 1

28 de fevereiro de 2008 • 06h03 • atualizado às 07h38

Um experimento conduzido por pesquisadores americanos em ratos com diabete tipo 1 conseguiu livrá-los da doença, abrindo caminho para uma possível cura para mal.

O diabetes tipo 1 é uma doença auto-imune caracterizada pela destruição das células beta no pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.

Inicialmente, os ratos receberam um coquetel com três medicamentos que levou o pâncreas a retomar a produção da insulina, normalizando o nível de glicose no sangue em mais de 90% dos roedores.

Os pesquisadores da Universidade de Harvard observaram, no entanto, que as drogas haviam conseguido interromper o processo de destruição das células, mas não as regeneraram.

Na segunda fase do estudo, publicado pela revista New Scientist, os especialistas acrescentaram um quarto ingrediente ao coquetel de medicamentos, a enzima alfa-antitripsina, provocando o reaparecimento das células beta.

Transplante

O coordenador do estudo, Tery Strom, acredita que a enzima deve ter amenizado a inflamação no pâncreas, que leva à destruição das células e à interrupção na produção de insulina.

"Ao que nos parece, alterando o estado inflamatório do pâncreas foi possível criar um meio que possibilita a expansão das células beta", disse Strom.

O especialista disse que ainda era muito cedo para saber se as células beta destruídas haviam sido regeneradas ou se o pâncreas estava produzindo novas células.

O diabetes tipo 1 é tratada por meio de injeções de insulina que devem ser aplicadas pelo paciente regularmente.

Segundo os pesquisadores, as pesquisas sobre a doença vinham se concentrando até agora no transplante de células beta de doadores vivos ou mortos.

A técnica, no entanto, não vem se demonstrando muito eficaz, já que não é grande a oferta de doadores e o transplantado deve tomar medicamentos imunossupressores para o resto da vida.

Os pesquisadores americanos esperam agora poder repetir os testes realizados nos ratos em humanos.

A pesquisa foi apresentada durante um encontro numa conferência internacional sobre imunoterapia e imunossupressão em Berlim, na Alemanha.

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