Antigo Egito

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Tecnologia revela fisionomia do faraó Tutancâmon

Uma reconstrução de alta tecnologia lançou nova luz sobre a aparência do Faraó Tutancâmon, o adolescente que governou o Egito antigo e foi imortalizado por quase um século por sua máscara da morte dourada. Cientistas e artistas de efeitos especiais na Grã-Bretanha e na Nova Zelândia usaram técnicas digitais aplicadas em investigações de crime para fazer um modelo em fibra de vidro que, segundo eles, resulta na aparência mais provável do faraó.

A cabeça de Tutancâmon lembra pouco a face da máscara dourada. Ao contrário do famoso rosto de traços leves e lábios grossos, o modelo mostra um jovem com o rosto amplo, proeminências abaixo dos olhos e testa pesada.

"Acho que as pessoas ficarão surpresas, pois é um rosto bem diferente. Mas é bem realista, por causa da tecnologia usada", disse uma porta-voz do museu.

A equipe de reconstrução foi forçada a usar Raios-X tirados em 1968 para fazer o modelo do rosto do rei de 18 anos, pois a cabeça mumificada foi muito modificada para dar dimensões de uma pessoa viva.

Robin Richards, especialista em reconstrução facial da Universidade College London, escaneou traços de pessoas da mesma idade, sexo e grupo étnico de Tutancâmon para criar um tipo de pele, que depois foi adicionado a um crânio digital tridimensional. Artistas de efeitos especiais da Nova Zelândia coloriram o crânio e escultores criaram o molde final em argila, antes da fabricação em fibra de vidro.

A tumba do rei Tutancâmon, que governou o Egito no século 14 a.C e morreu misteriosamente ainda jovem, foi descoberta pelo arqueólogo britânico Howard Carter em 1922. O local continha tantos artefatos que foram necessários 10 anos para removê-los.

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