Atualizada às 14h19
A primeira, de Charles Darwin, explicava que se trata de um instinto desenvolvido evolutivamente para garantir a perpetuação da espécie; e a segunda, do prêmio Nobel de Medicina de 1973, Konrad Lorenz, propunha que o rosto e as expressões das crianças eram estímulos que ativavam uma resposta que seria praticamente um reflexo.
Agora, um grupo de pediatras, neurologistas e psiquiatras da Universidade de Oxford (Reino Unido) localizou, no córtex órbito-frontal médio, a região cerebral que é ativada ao se avistar uma criança, segundo o estudo divulgado hoje.
A velocidade com que a região do córtex cerebral é ativada - em apenas um sétimo de segundo - indica aos cientistas que a reação não tem origem consciente ou cultural.
Segundo os pesquisadores, a descoberta pode ter aplicações na explicação, identificação de indivíduos com risco e tratamento da depressão pós-parto, sintoma que afeta quase 13% das mães no primeiro mês após o nascimento da criança.
Os pesquisadores usaram a técnica de magnetoencefalografia para visualizar as áreas cerebrais que foram ativadas na presença de determinados estímulos, nesse caso, rostos de adultos e de crianças.
A região órbito-frontal do cérebro fica justamente atrás dos olhos e, antes do estudo, já se sabia que traumatismos nesse local e a baixa vascularização costumam resultar em hipersexualismo, diminuição da vida social, vício em jogos de azar, alcoolismo e dificuldade de empatia.
A pesquisa foi dirigida por Morten Kringelbach e Alan Stein, da Universidade de Oxford, e foi financiado pelo Wellcome Trust e TrygFonden Charitable Foundation.
EFE
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