Embrapa é convidada para "cofre" de sementes

27 de fevereiro de 2008 • 11h21 • atualizado às 11h50
Entrada do cofre que guardará as sementes Foto: AP
Entrada do "cofre" que guardará as sementes
26 de fevereiro de 2008
Foto: AP

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foi uma das instituições brasileiras convidadas a participar do Banco Global de Svalbard, o "cofre" de sementes inaugurado nesta terça-feira na Noruega e que já ganhou o apelido de "arca do fim do mundo". A contribuição seria a longo prazo, o que interessa a instituição, principalmente em função da segurança.

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"O banco norueguês é o mais seguro em termos físicos e ambientais", disse o Chefe-Geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, José Manuel Cabral. Hoje o banco genético da empresa é o maior do País, com mais mil amostras de cerca de 400 espécies vegetais de importância sócio-econômica.

Segundo Cabral, o convite é uma oportunidade para a Embrapa manter uma cópia de algumas de suas amostras de sementes, hoje mantidas em Brasília. "A possibilidade de duplicá-las e enviá-las ao banco de Svalbard é mais uma garantia de segurança de que as espécies não serão perdidas", afirma o Chefe-Geral.

Definição

No momento, a Embrapa está analisando as condições legais do contrato de cooperação com o governo da Noruega, especialmente no que se refere ao acesso ao patrimônio genético brasileiro. O foco é a preservação das espécies nativas do Brasil, mas também há interesse em espécies não nativas, mas que foram adaptadas.

"Mas essas são exatamente as que mais requerem cuidado em relação à legislação brasileira. Por isso, a questão precisa ser avaliada com cautela", explica Cabral. Além disso, antes de enviar o material, é preciso saber o que já está lá, pois o banco norueguês não permite amostras repetidas.

É necessário, também, que as sementes tenham grande viabilidade e estejam livres de doenças e insetos e que tenham a capacidade de manter o nível de germinação por, pelo menos, dez anos. O Chefe-Geral acredita que até o final deste ano, a Embrapa consiga enviar o material para a Noruega.

Redação Terra
 
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