As múmias foram descobertas entre as paredes do Mosteiro da Luz |
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"Havia rastro dos cupins, e os técnicos entraram nas paredes de dentro do museu para ver o que tinha lá. Foi uma grande surpresa, não sabemos há quanto tempo a múmia e o esqueleto estavam ali", disse por telefone o padre Armênio Rodrigues Nogueira, responsável pela Mosteiro da Luz.
Encontrados há algumas semanas, os restos foram mantidos em sigilo pelo mosteiro, que entregou a múmia e o esqueleto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O material depois será investigado por arqueólogos e antropólogos ligados ao Museu de Arte Sacra, segundo a assessoria da Arquidiocese de São Paulo.
O ambiente no qual o material foi encontrado será esterilizado, lacrado e desumidificado para evitar riscos à preservação, completou a assessoria da arquidiocese, que informou que até 1822 as freiras que habitavam o local eram enterradas ali.
O processo de mumificação, no entanto, não faz parte de nenhum rito católico. O mosteiro foi fundado e construído em 1774 por frei Antonio de Sant'Anna Galvão, que no ano passado foi santificado no Brasil pelo papa Bento XVI. A Igreja Católica paulistana considera o prédio como o mais importante monumento arquitetônico colonial do século 18 na cidade.
O Museu de Arte Sacra, onde foram encontrados a múmia e o esqueleto, é protegido por paredes de taipa e fica na área do mosteiro, que é habitado pelas chamadas Irmãs Concepcionistas. Elas se dedicam exclusivamente à oração e ao trabalho e pouco saem dali.
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