Uma equipe de arqueólogos alemães encontrou vestígios de um porto faraônico construído há 4,5 mil anos na ilha Elefantina, localizada no rio Nilo, em frente à cidade egípcia de Asuan. A equipe encontrou "um conjunto de salas construídas com grandes blocos de rocha e ladrilhos de barro, cercado por uma ponte e por uma represa de areia que ajudavam os navios na hora de atracar", anunciou hoje, segunda-feira, a imprensa local.
No mesmo local foi encontrada uma rede de pescador, fiada com absoluta precisão, bastante similar às redes para os cabelos achadas no sítio arqueológico de El Deir El Bahri na cidade de Luxor, acrescentou a fonte. Também foram desenterrados vestígios de casas e moinhos que datam da XII dinastia faraônica, que governou o Egito até o ano 1777 a.C.
As análises realizadas em alguns fragmentos de tecido encontrados no local demonstram que eles foram fabricados em linho e que faziam parte de sacos utilizados na colheita de vegetais usados para pintar cerâmica.
Ainda neste local foram descobertos 367 vestígios de cereais, árvores frutíferas e madeiras utilizadas na fabricação dos telhados de algumas das casas erguidas durante a VI dinastia faraônica, que reinou no Egito entre 2322 e 2130 a.C.
Há dez dias, o mesmo grupo de arqueólogos alemães descobriu na ilha Elefantina, os restos de uma sede do Governo faraônico que data da mesma época que o porto. A ilha Elefantina, que hoje abriga um lindo jardim botânico, servia como centro fornecedor de pedras e rochas para os artesãos egípcios que esculpiam os famosos obeliscos.
EFE
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