O La Niña se caracteriza pelo esfriamento anormal das águas superficiais centrais e orientais do Oceano Pacífico Equatorial. Segundo o relatório apresentado hoje pela OMM, a atual fase madura do La Niña pode ter sido intensificada nos últimos meses, desde seu surgimento nos quatro últimos meses de 2007.
Segundo as previsões da OMM, o fenômeno continuará até abril, podendo se estender até o final do primeiro semestre deste ano. Alguns dados afirmam que o La Niña poderia se prolongar até o começo do terceiro trimestre do ano.
Uma vez iniciado, o La Niña pode chegar a durar até dois anos, como ocorreu de 1998 a 2000. Os cientistas afirmam que o La Niña já influenciou durante os últimos seis meses os padrões climáticos em várias regiões do mundo, incluindo o Pacífico Equatorial, o Oceano Índico, Ásia, África e as Américas.
Durante os últimos três meses, o La Niña se intensificou, e a temperaturas das águas superficiais estão de 1,5ºC a 2ºC abaixo da que deveriam estar.
No entanto, o La Niña atual ainda é mediano se comparado com o mesmo fenômeno em anos anteriores. Os cientistas explicam que, se o esfriamento paulatino registrado nos últimos anos persistir, o atual La Niña poderia ser situado na categoria mais forte dos fenômenos medianos.
A conseqüência mais direta do La Niña é o aumento dos níveis pluviométricos. O fenômeno El Niño, exatamente o oposto do La Niña, é o aumento acima da média da temperatura das águas centrais e orientais do Pacífico Equatorial e, segundo a OMM, é pouco provável que aconteça este ano.
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