Nasa prepara missões para estudar a matéria escura

06 de fevereiro de 2008 • 22h36 • atualizado em 07 de fevereiro de 2008 às 07h20

Will Dunham

Washington, DC


A Nasa pretende realizar uma missão para entender melhor uma misteriosa forma de energia do cosmo e uma ambiciosa viagem não-tripulada para os confins do Sistema Solar, segundo fonte da agência espacial norte-americana.

Pelo projeto orçamentário enviado nesta semana pela Casa Branca ao Congresso, a Nasa deve iniciar no ano fiscal de 2009 (a partir de 1º de outubro próximo) sete novas missões científicas. O orçamento solicitado para a agência foi de US$ 17,6 bilhões, o que inclui 4,4 bilhões para as missões científicas.

"Na verdade, temos novos inícios de projetos neste orçamento para a ciência do que nos últimos três anos juntos", disse Alan Stern, chefe de missões científicas da Nasa, em entrevista.

A agência pretende iniciar os preparativos para enviar uma nave a Júpiter ou Saturno, os dois maiores planetas do Sistema Solar, e a idéia é orbitar uma das três luas dos gigantes gasosos. O lançamento da missão é estimado para 2017, com um custo de US$ 2,1 bilhões.

Duas das três luas cotadas orbitam Júpiter: Europa, que tem um oceano gelado onde pode haver alguma forma de vida, e Ganimedes, a maior lua do nosso Sistema Solar.

A terceira opção seria Titã, uma lua de Saturno, a segunda maior do nosso Sistema. "Até o fim do ano, vamos fazer nossa escolha final", disse Stern.

A Nasa também planeja uma missão envolvendo o lançamento, até 2015, de um satélite que orbite a Terra a fim de estudar a energia escura, uma força misteriosa que supostamente provoca a acelerada expansão do universo. Os cientistas estimam que a energia escura constitua cerca de 70% do universo, mas não entendem seu funcionamento.

Outra missão em projeto prevê o lançamento, em 2015, de uma sonda destinada a estudar a coroa solar, uma região em torno do Sol onde surge o vento solar.

"A metade final da próxima década vai revolucionar nosso conhecimento de como o vento solar se acelera, como a coroa se aquece e como funciona internamente a estrela que torna possível a vida na Terra", disse Stern.

A Nasa disse que nunca uma missão esteve tão perto do Sol, além da órbita de Mercúrio.

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