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A conquista, que foi alcançada depois de resultados similares obtidos em 2006 e 2007 por cientistas japoneses e americanos, permite que se resolvam problemas éticos gerados pelo uso de embriões humanos. Os responsáveis pela pesquisa fazem parte de uma equipe da Universidade de Cheju, liderada pelo professor Park Sei-pil e por Cho Ssang-ku, da Universidade de Kunkuk, ambas na Coréia do Sul.
Em 2006, o pesquisador Shinya Yamanaka da Universidade de Tóquio disse que tinha conseguido criar células-tronco a partir das células somáticas de um rato. Já o doutor James Thomson, da Universidade de Wisconsin, afirmou ser capaz de fazer com que células da pele atuassem como células-tronco embrionárias.
Na Coréia do Sul, a equipe de cientistas conseguiu criar uma célula similar às células-tronco dos embriões humanos que pode ser utilizada para a regeneração de órgãos. Teoricamente, as células-tronco podem ser empregadas para melhorar a técnica de transplante de órgãos, nervos e músculos, de modo a evitar a possibilidade de rejeição por parte do sistema imunológico do corpo.
Este tipo de célula serviria para o tratamento de doenças graves como o mal de Alzheimer, a diabetes e a paralisia causada por danos na coluna vertebral. Os pesquisadores sul-coreanos voltaram a estudar as células-tronco em 2007, após um grande escândalo científico.
Há dois anos, foi descoberto que o cientista sul-coreano Hwang Woo-suk falsificou seus experimentos sobre células-tronco obtidas de embriões humanos clonados. Hwang afirmou em 2004 que tinha feito a primeira clonagem de células-tronco de embrião humano, o que posteriormente se mostrou falso.
O escândalo de Hwang motivou a proibição das pesquisas com células-tronco na Coréia do Sul. No entanto, em 2007 o governo permitiu que os estudiosos retomassem as pesquisas nessa área.
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