Achado fóssil que seria "elo perdido" do crocodilo

31 de janeiro de 2008 • 15h42 • atualizado às 16h58
Reprodução computadorizada mostra como seria as presas encontradas na boca da nova espécie pré-histórica de crocodilo  Foto: Reuters
Reprodução computadorizada mostra como seria as presas encontradas na boca da nova espécie pré-histórica de crocodilo
31 de janeiro de 2008
Foto: Reuters

Uma equipe de paleontólogos brasileiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) anunciou nesta quinta-feira a descoberta do fóssil de uma espécie pré-histórica de crocodilo, conhecida por crocodilomorfus, no Rio de Janeiro, informou a agência Reuters.

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De acordo com os pesquisadores, a nova espécie, batizada de Montealtosuchus arrudacamposi, representa o "elo perdido" na evolução dos crocodilos desde o seu início, explicando a relação entre as espécies que habitaram a Terra na pré-história e as mais recentes.

A espécie é um crocodilomorfus de tamanho médio, medindo cerca de 1,7 m da cabeça à cauda, e teria habitado a Terra no período Cretáceo, há 80 milhões de anos.

O paleontologista Ismar de Souza Carvalho acredita que a descoberta "é fantástica porque seria o elo de ligação entre os crocodilos primitivos, que viveram na época dos dinossauros, entre 80 e 85 milhões de anos atrás, e as espécies modernas".

Integrante da família Peirosauridae, o Montealtosuchus arrudacamposi era um predador terrestre muito ágil, que tinha hábitos diferentes dos crocodilos atuais, mas possuia muitas semelhanças no formato e estrutura do corpo, apesar de ter os membros mais compridos.

O fóssil foi encontrado em 2004, perto da torre de Monte Alto, no Estado de São Paulo, e recebeu o nome de Arruda Campos, em homenagem ao paleontólogo Antonio Celso de Arruda Campos, que liderou as escavações. A nova espécie faz parte de uma série de importantes descobertas feitas nos últimos anos por pesquisadores no Brasil e na Argentina.

Redação Terra
 
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