Explosão de asteróide foi maior que bomba atômica

29 de janeiro de 2008 • 18h23 • atualizado às 18h26
O físico Mark Boslough mostra a simulação computadorizada do asteróide que atingiu a Sibéria em 1908 Foto: AP
O físico Mark Boslough mostra a simulação computadorizada do asteróide que atingiu a Sibéria em 1908
29 de janeiro de 2008
Foto: AP

Um asteróide que atingiu a Terra há um século, deixando um rastro de destruição de cerca de 2,2 mil km e arrasou 80 milhões de árvores, não foi tão grande quanto se previa inicialmente, informa um pesquisador americano à agência AP nesta terça-feira. Mesmo assim, a magnitude da explosão foi inúmeras vezes maior que a explosão da bomba de Hiroshima, por exemplo.

» Asteróide passa próximo à Terra sem riscos

O físico Mark Boslough, do laboratório Nacional de Sandia, em Albuquerque, no Estado americano do Novo México, conduziu simulações em computador e constatou que a explosão causada pelo asteróide que atingiu a floresta de Tunguska, na Sibéria, em junho de 1908, teve apenas entre entre 25 e 30% dos cerca de 20 megaton de força estimada.

"Ainda não está claro que um asteróide de 10 megaton seja mais devastador que um furacão Katrina, mas nós podemos saber de maneira mais precisa a localização e o tempo estimado de impacto em relação com a chegada de um furacão para iniciar o processo de retirada da população", explicou.

O cientista informou que os avanços no entendimento do que aconteceu na Sibéria permitirá às autoridades prevenir com antecedência os riscos que podem surgir na decisão de tentar desviar de um asteróide ou retirar as pessoas do seu caminho.

Nesta terça-feira, um asteróide com um tamanho entre 150 a 600 m de comprimento passou próximo à Terra. De acordo com a Nasa, a agência espacial americana, o corpo celeste não ofereceu risco.

Redação Terra
 
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