Atualizada às 23h09
Porém, parte da comunidade científica já se posicionou contrária às pesquisas. Sociólogos, educadores e advogados assinaram um manifesto em que afirmam que a pesquisa mascara o que chamam de "velhas práticas de extermínio e exclusão".
Para os idealizadores da pesquisa, eles estão exclusivamente ampliando as informações sobre o assunto e acreditam que não interessa a ninguém proibir o estudo.
A intenção dos pesquisadores é examinar 50 jovens de 15 a 21 anos, internados na antiga Febem por roubo, tráfico e homicídio. Usando uma máquina que faz a ressonância magnética funcional, os cientistas pretendem descobrir o que há de diferente no cérebro de um jovem homicida.
Com a apresentação de sons e imagens violentos, os estudiosos pretendem comprovar a suspeita de que os homicidas têm partes do cérebro atrofiadas, em especial o lóbulo frontal, que controla os impulsos humanos. Teoricamente, pessoas com este problema têm mais dificuldade para controlar seus instintos.
Especialistas em genética querem colher amostras de sangue dos jovens que mataram. A intenção é descobrir se algumas pessoas nascem predispostas à violência.
A pesquisa só poderá começar depois de ser analisada por uma comissão científica de professores universitários e por uma comissão de ética. Depende ainda da decisão do juizado de menores, que não informou se permitirá que os jovens sejam examinados. Por enquanto, só voluntários autorizados pelo pais poderiam se submeter à pesquisa.
Redação Terra
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