Luzes de Xangai forçam observatório a se mudar

22 de janeiro de 2008 • 05h59 • atualizado às 07h38

A atividade do observatório astronômico da cidade de Xangai, no leste da China, terá de ser transferida à província vizinha de Zhejiang para escapar das fortes luzes que estão tornando cada vez mais difícil seu trabalho nesta região do país, informou hoje a agência Xinhua.

O centro, situado na colina de Sheshan, aos arredores da metrópole oriental, assinou um acordo com as autoridades provinciais de Zhejiang para delimitar a primeira "zona protegida do céu noturno" da China na localidade de Tianhuangping, a 1.000 m de altura, em Anji.

As luzes de Xangai, com milhares de arranha-céus e cerca de 20 milhões de milhões de habitantes, "afetam em grande medida a capacidade de observação, portanto devemos encontrar uma base mais apropriada", assegurou o diretor do Laboratório de Óptica Astronômica do observatório, Tao Jun, ao jornal Shanghai Morning Post.

Segundo Tao, a situação, agravada pela contaminação do ar, não permite o bom funcionamento do segundo maior telescópio óptico da China, instalado em Sheshan, com um diâmetro de 1,56 m, o que lhe excluiu de participar de projetos científicos internacionais importantes nos últimos anos.

O observatório de Xangai também estuda a possibilidade situar outros telescópios no oeste do país, onde a qualidade do ar é muito melhor que no litoral oriental, contaminado e urbanizado, enquanto rejeita a idéia de acrescentar novas equipes a sua base de Sheshan.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »