Um grupo de pesquisadores do Hospital Geral de Toronto e Ontário (Canadá) chegou a essa conclusão após revisar vinte estudos no qual estiveram envolvidos 2.930 pessoas afetadas por doenças cardiovasculares e às quais foram prescritas aspirinas para prevenir a formação de coágulos.
Cerca de 28% dos pacientes foram identificados como resistentes à aspirina, e os pesquisadores descobriram que este grupo estava exposto a um risco maior de sofrer algum ataque cardíaco ou aplopéxico e inclusive de morrer, independente de sua condição clínica subjacente.
Já 39% dos doentes resistentes à aspirina sofreram um episódio desse tipo, frente a apenas 16% dos que demonstraram responder ao remédio, indica o estudo, publicado na internet pelo British Medical Journal.
Outras substâncias voltadas a tornar o sangue mais fluido para evitar coágulos, como os chamados "tratamentos do antiplatelet", também não beneficiaram os pacientes resistentes à aspirina.
O risco de episódios cardiovasculares, cerebrovasculares ou vasculares demonstrou ser quatro vezes maior nos doentes resistentes às aspirinas que no resto, indicam os autores da análise.
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