Resistentes a aspirina tem mais risco cardíaco

17 de janeiro de 2008 • 19h04 • atualizado às 20h21

Os pacientes com resistência a aspirina têm quatro vezes mais chance de sofrer um ataque cardíaco ou uma apoplexia que aqueles que respondem positivamente ao medicamento, segundo um estudo canadense.

Um grupo de pesquisadores do Hospital Geral de Toronto e Ontário (Canadá) chegou a essa conclusão após revisar vinte estudos no qual estiveram envolvidos 2.930 pessoas afetadas por doenças cardiovasculares e às quais foram prescritas aspirinas para prevenir a formação de coágulos.

Cerca de 28% dos pacientes foram identificados como resistentes à aspirina, e os pesquisadores descobriram que este grupo estava exposto a um risco maior de sofrer algum ataque cardíaco ou aplopéxico e inclusive de morrer, independente de sua condição clínica subjacente.

Já 39% dos doentes resistentes à aspirina sofreram um episódio desse tipo, frente a apenas 16% dos que demonstraram responder ao remédio, indica o estudo, publicado na internet pelo British Medical Journal.

Outras substâncias voltadas a tornar o sangue mais fluido para evitar coágulos, como os chamados "tratamentos do antiplatelet", também não beneficiaram os pacientes resistentes à aspirina.

O risco de episódios cardiovasculares, cerebrovasculares ou vasculares demonstrou ser quatro vezes maior nos doentes resistentes às aspirinas que no resto, indicam os autores da análise.

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