Descobridor de tumba de Cristo temia anti-semitismo

17 de janeiro de 2008 • 15h49 • atualizado às 16h06

Yosef Gat, o descobridor em 1980 de um túmulo que alguns arqueólogos acreditam ser de Jesus Cristo e sua família, não divulgou seu achado em vida porque temia que suscitasse uma onda de anti-semitismo, de acordo com sua viúva.

Segundo publica hoje a imprensa local, Ruth Gat fez essa revelação em um simpósio sobre as origens do judaísmo e do cristianismo, concluído na quarta-feira em Jerusalém e no qual assegurou que seu marido estava convencido que se tratava do túmulo de Jesus.

Mas disse que seu esposo não quis expressar esse convencimento por medo de provocar uma onda de anti-semitismo, já que o achado jogava abaixo crenças arraigadas entre os cristãos, como a ressurreição de Jesus.

A descoberta de Yosef Gat, que era inspetor da Direção de Antigüidades de Israel, foi divulgada nos círculos de especialistas arqueológicos em meados da década de 90.

O descobrimento, no entanto, só chegou ao conhecimento do público em geral por meio de um filme documentário, "O Túmulo Perdido de Jesus", que foi apresentado no ano passado no meio do ceticismo dos especialistas.

O túmulo descoberto por Yosef Gat foi achado nas obras prévias à construção de um prédio de apartamentos em Jerusalém e contém ossários que corresponderiam a que são identificados nas urnas mortuárias com os nomes inscritos em aramaico: Maria; Mateus; Jesus, filho de José; Maria (Madalena); e Judas, filho de Jesus.

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