Nuvem ajuda a esclarecer origem da antimatéria

09 de janeiro de 2008 • 22h28 • atualizado em 10 de janeiro de 2008 às 07h32

O observatório Integral de raios gama da Agência Espacial Européia (ESA) permitiu aos cientistas avançar na busca da origem da antimatéria ao detectar a forma de uma misteriosa nuvem em regiões centrais da Via Láctea.

A chave se encontra no fato de que a nuvem não é completamente esférica, mas um de seus extremos aparece muito mais inclinado que o outro, algo "muito incomum, levando em conta que o gás na região interna está praticamente distribuído de forma equitativa", indicou a Agência.

Igualmente surpreendente é o fato de que a "população de estrelas binárias se encontre fora do centro", o que sugere que estas, conhecidas como raios X binários de massa baixa (LMXB), são "responsáveis pela maioria da antimatéria".

"A relação entre os LMXB e a antimatéria ainda não foi provada, mas é uma hipótese consistente", assinalou o astrônomo Georg Weidenspointner, responsável pelo estudo, que será publicado amanhã pela revista científica Nature.

Segundo a ESA, a missão do observatório Integral é atualmente a única que pode detectar os LMXB, uma observação com a qual o grupo dirigido por Weidenspointner prosseguirá a fim de dissipar incógnitas acerca da antimatéria.

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