Atualizada às 07h14
A decisão atende a um pedido da comunidade científica, segunda a qual, se o telescópio não for consertado logo, ficará inutilizado para sempre.
Ainda segundo alguns especialistas, devido à força da gravidade, nos próximos anos, o instrumento pode acabar se desintegrando num choque com a atmosfera da Terra.
Segundo um comunicado da Nasa, uma missão "vai equipar o telescópio com os maiores recursos já vistos para explorar a natureza e a história de nosso universo".
A agência espacial disse ainda que a tripulação da Atlantis será integrada por sete astronautas, que partirão em agosto para consertar o Hubble.
Até 1990, quando o telescópio foi lançado ao espaço, os astrônomos não conseguiam detectar muitos fenômenos celestes, devido à distorção da atmosfera que afeta os instrumentos ópticos convencionais.
Os astronautas que forem consertar o Hubble também levarão na bagagem equipamentos, ferramentas e um novo conjunto de instrumentos que vão ser utilizados na quinta e última missão do famoso telescópio.
"O Hubble é, sem exagero, um tesouro nacional, e toda a Nasa não vê a hora de vê-lo ser ajustado e melhorado", disse Alan Stern, um dos diretores da Missão de Ciências da agência espacial, no encontro semestral da Sociedade Astronômica Americana, em Austin (Texas).
A missão de reparo, que vai durar 11 dias, prevê cinco dias de trabalhos foram da Atlantis. Nesse período, os astronautas instalarão dois novos e poderosos instrumentos científicos, um novo jogo de giroscópios que ajudarão a estabilizar o telescópio, baterias e coberturas térmicas que prolongarão a vida operacional do "Hubble" pelo menos até 2013.
EFE
Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.
Busca
Busque outras notícias no Terra: