Na obra O estratagema do telefone: perseguindo o segredo de Alexander Graham Bell, que deve ser lançada no dia 7 de janeiro, o jornalista Seth Shulman argumenta que Bell foi auxiliado por "advogados agressivos" e "examinadores de patente corruptos" para registrar o invento.
O escritor acredita que a agenda pessoal do inventor, com os resultados de seus trabalhos, não trazia informações verdadeiras sobre a pesquisa. Ocultada pela família de Bell até 1976, o material somente teve seu conteúdo divulgado em 1999, depois de ser digitalizado.
FarsaSegundo Shulman, uma agenda detalhava falsas pesquisas em que Bell e seu assistente Thomas Watson teriam conseguido transmitir som eletromagneticamente por um fio de metal.
Após 12 dias de testes em 1876, o cientista viajou até Washington para patentear seu trabalho, quando repentinamente teria começado a experimentar outro tipo de transmissor de voz.
Para o autor, este método seria uma técnica muito semelhante a utilizada por Elisha Gray em sua pesquisa. Além desses questionamentos, o livro traz outras suspeitas levantadas por alguns pesquisadores.
Uma delas conta que o inventor teria ficado nervoso ao demonstrar sua pesquisa na presença de Gray. Outra diz que Bell, envergonhado, teria se distanciado de tudo desde que o telefone passou a ostentar seu nome.
Redação Terra