Mapa da Via Láctea tem 200 milhões de estrelas

14 de dezembro de 2007 • 09h46 • atualizado às 12h14
O mapa contempla 200 milhões de estrelas
O mapa contempla 200 milhões de estrelas
14 de dezembro de 2007
EFE

Uma equipe internacional de astrônomos criou o maior mapa digital da Via Láctea de que se tem notícia, com cerca de 200 milhões de objetos celestes, informou o espanhol Juan Fabregat.

O cientista, professor da Universidade de Valência (Espanha) e membro do projeto, destacou que o catálogo do projeto Iphas (do inglês INT/WFC Photometric Ha Survey) é o maior mapa digital da Via Láctea elaborado até o momento.

Mais de 50 astrônomos europeus, americanos e australianos ajudaram a fazer o catálogo, através da observação da emissão de luz dos átomos de hidrogênio presentes em diversos objetos da galáxia. O estudo foi feito com o telescópio Isaac Newton instalado na ilha canária de La Palma.

"Estes dados permitirão determinar com uma precisão inédita a estrutura de nossa galáxia", disse Fabregat, astrônomo do Observatório Astronômico da Universidade de Valência.

"Também tornará possível o estudo e caracterização de conjuntos de estrelas muito peculiares, das quais se conhecem poucos casos, e que constituem fases rápidas da evolução estelar que ainda não são bem compreendidas", ressaltou.

Segundo o pesquisador, "a primeira versão do catálogo que foi publicada agora cobre uma área celeste de 1.600 graus quadrados (a Lua cheia vista da Terra tem uma área de 0,1 grau quadrado), ao norte do Plano Galáctico da Via Láctea (a região com maior número de estrelas)".

"As observações foram feitas em duas cores de banda larga e com um filtro de banda estreita sensível à emissão de hidrogênio na região mais vermelha do espectro (a emissão Ha)", ressaltou.

"A resolução das imagens é suficientemente alta para permitir a detecção de estrelas individuais que tenham emissão em Ha e do gás difuso que forma as belas e resplandecentes nebulosas que já conhecemos devido a mapas anteriores de resolução mais baixa", afirmou Fabregat.

A astrônoma Julia Suso, que também participou do projeto, disse que o interesse do grupo é "o estudo de estrelas com grande massa, nas quais se observa emissão de luz por certos elementos químicos".

"A partir dos dados do Iphas poderemos traçar a estrutura dos braços mais externos da Galáxia e localizar regiões de formação estelar recente", afirmou.

Além de esclarecer a estrutura da galáxia, os dados do projeto permitem fazer estudos da evolução estelar graças ao grande número de estrelas observado e obter um mapa empírico da distribuição do pó interestelar no Plano Galáctico.

O catálogos final incluirá observações do sul do Plano Galáctico e conterá de 700 milhões a 800 milhões de objetos.

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