Encontrado nos Andes fóssil de "mamífero-tanque"

12 de dezembro de 2007 • 11h34 • atualizado às 13h31
Concepção artística mostra como seria o  Parapropalaehoplophorus septentrionalis , ou mamífero-tanque Foto: Reuters
Concepção artística mostra como seria o Parapropalaehoplophorus septentrionalis, ou "mamífero-tanque"
12 de dezembro de 2007
Foto: Reuters

Cientistas encontraram nos Andes chilenos restos de um mamífero antepassado do tatu que, com seu aspecto de tanque-de-guerra, pastava pela região há 18 milhões de anos.

"Parece diferente de quase qualquer coisa na paisagem de hoje. Realmente não há nada comparável hoje em termos da sua forma corporal", disse por telefone John Flynn, do Museu Americano de História Natural, em Nova York, um dos responsáveis pela descoberta.

A criatura, batizada de Parapropalaehoplophorus septentrionalis, era um membro primitivo de uma linhagem de mamíferos com carapaça, que culminou no robusto gliptodonte, que pesava duas toneladas, media três metros, tinha o corpo coberto por placas "blindadas" e uma cauda com espinhos.

O gliptodonte, do tamanho de um Fusca, se extinguiu há cerca de 10 mil anos. O Parapropalaehoplophorus tinha traços similares, mas era muito menor - cerca de 90 kg e 75 cm de comprimento. A descoberta foi publicada na quarta-feira na revista Journal of Vertebrate Paleontology.

A família dos gliptodontes surgiu na América do Sul e posteriormente migrou para a América do Norte, quando os dois continentes se juntaram, há cerca de três milhões de anos. Os cientistas descobriram esses fósseis em 2004, a 4,3 mil m de altitude.

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