Segundo Goreau, o Brasil tem ótimas condições para gerar energia das correntes na Bacia do Amazonas, onde há centenas de anos as tribos indígenas já usavam sistemas rudimentares para aproveitar as fortes correntes do rio.
Esta fonte energética renovável é uma das mais baratas e eficientes, mas até agora praticamente ninguém mostrou um interesse real em sua implementação, e não há um mandato expresso da ONU que peça para os governos a promoverem, indicou o presidente da GCRA.
Além do Brasil, outros países da América Latina como Argentina, Equador e Panamá poderiam se beneficiar desta fonte energética.
Com menos dinheiro do que lhes custaria estabelecer uma usina nuclear, as regiões situadas nas proximidades de grandes correntes como o sul da Argentina ou o leste da China teriam coberta toda a sua demanda de energia de uma forma limpa e sustentável, segundo o analista.
Segundo a GCRA, o aproveitamento de menos de 1% da energia produzida pelas correntes de água seria suficiente para satisfazer toda a demanda energética do planeta.
Goreau recebeu este ano um prêmio do prestigioso Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) por seu trabalho nesta área.
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