Segundo os autores desse trabalho dirigido por Richard Byrne, da Universidade britânica de Saint Andrews, os paquidermes observados souberam identificar outros membros de sua manada, aparentados ou não, cheirando mostras de terra misturada com urina desses animais.
O estudo parece indicar que os animais seguem os passos de seus companheiros seguindo os odores por eles deixados ao longo da savana.
A experiência foi realizada ao longo de dez semanas com 36 grupos familiares de elefantes. As mostras de urina misturada com terra provinha de fêmeas adultas conhecidas ou pertencentes a outro clã e colocadas em recipientes plásticos.
Os resultados dessas observações sugerem que os elefantes de Amboseli podem distinguir entre uma mostra de urina proveniente de um membro da família ou de um desconhecido. Os paquidermes de Amboseli identificaram a urina de pelo menos 17 fêmeas e parecem capazes de reconhecer mais de 30 membros de sua família.
Os elefantes africanos vivem numa sociedade matriarcal. Os dois sexos, uma vez adultos, se separam. Formam grupos dominados pela fêmea mais velha, mais ou menos aparentada com os outros, e esses grupos familiares se separam e volta a se formar regularmente.
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