Arqueologia

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Terça, 4 de dezembro de 2007, 17h14 Atualizada às 17h35

Tumba de cabeleireiros atrai turistas gays no Egito

Uma tumba secreta do ano 2500 a.C. está atraindo a atenção de turistas gays de todo mundo após ser descoberta, no Egito, por causa das imagens duvidosas desenhadas em sua entrada, informou a agência EFE nesta terça-feira. Os pesquisadores acreditam que a câmara seria dos dois cabelereiros do faraó Nyuserra.

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Apesar das dúvidas sobre a sexualidade de Nyankh Khnom e Khom Hotep, responsáveis também pela manicure do faraó, os egípcios asseguram que os cabeleireiros eram apenas amigos. "No princípio, os pesquisadores pensaram que os dois fossem irmãos, por terem sido enterrados juntos, mas o que existia era uma profunda amizade", explicou o arqueólogo Ahsraf Mohiedin, responsável pelas escavações.

O mausoléu ficou famoso depois que especialistas afirmaram que as cenas esculpidas nos muros confirmam que a homossexualidade era uma conduta tolerada no antigo Egito.

"Os estrangeiros crêem que os cabeleireiros eram gays porque em alguns desenhos eles aparecem abraçados e como se fossem se beijar, o que no Ocidente as pessoas consideram como uma atitude própria dos gays", explicou Mohiedin. Segundo ele, no Egito, quando um amigo se encontra com outro depois de muito tempo, se saúdam com um abraço e beijos nas bochechas.

"Isso, nos nossos costumes, não significa que somos gays, e sim, apenas amigos", garantiu o pesquisador.

A cripta se localiza na zona arqueológica de Saqara, a 35 km de Cairo, e é conhecida como "Os dois irmãos", parentesco que não existia entre os dois homens.

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EFE Tumba dos cabeleireiros do faraó egípcio Nyuserra está atraindo a atenção de turistas homossexuais do mundo todo Tumba dos cabeleireiros do faraó egípcio Nyuserra está atraindo a atenção de turistas homossexuais do mundo todo

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