Abertura da 13º conferência da ONU sobre mudança climática, em Nusa Dua |
» País defende responsabilidade de ricos
Espera-se que deste encontro saia o Mapa de Caminho de Bali, que fixará as bases da negociação e determinará a data limite para alcançar em 2009 um novo acordo para frear e enfrentar o aquecimento global.
Participam da conferência, a reunião meio ambiental mais importante neste século, mais de dez mil delegados, ativistas e jornalistas de todo o mundo, entre os quais dezenas de ministros de Meio Ambiente e de Finanças, além do prêmio Nobel da Paz, Al Gore, e do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.
O secretário-executivo da UNFCCC, Yvo de Boer, manifestou em entrevista coletiva que "uma parte importante da solução é acessível hoje em dia, o que é preciso é vontade política".
"A grande pergunta para mim é: senhores ministros, qual é sua resposta política ao que a comunidade científica está lhes dizendo com tanta clareza?", acrescentou De Boer.
O secretário da UNFCCC também comemorou o fato de tanto a Europa como os Estados Unidos estarem dando mostras positivas sobre sua atitude frente ao problema.
De Boer parabenizou o "compromisso da União Européia (UE) de reduzir suas emissões em 20% para 2020" e a mensagem dos EUA na qual o presidente George W. Bush reconhecia que o aquecimento global precisa de uma resposta global.
A ONU quer que se estabeleça uma data limite para a aprovação de um novo acordo sobre a mudança climática, que deveria estar finalizado em 2009, para que os países tivessem tempo de ratificá-lo antes de acabar a vigência de Kyoto.
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