Conferência de Bali busca acordo climático global em 2009

02 de dezembro de 2007 • 12h10 • atualizado às 12h48

Cerca de 190 nações vão se reunir a partir de segunda-feira na ilha de Bali, na Indonésia, para levar adiante o "frágil entendimento" de que a luta contra o aquecimento global precisa ser estendida a todos os países, com um acordo mundial a ser fechado em 2009.

As conversas entre 3 e 14 de dezembro num idílico resort fortemente vigiado, envolvendo mais de 10 mil delegados, visam iniciar negociações para chegar, dentro de dois anos, a um novo acordo da ONU que deve incluir os países que não aderiram ao Protocolo de Kyoto.

Até agora, apenas 36 países industrializados signatários do Protocolo de Kyoto obedecem aos limites impostos às emissões de gases válidos até 2012. Mas os relatórios sombrios lançados pela ONU este ano, avisando sobre a chegada de mais ondas de calor, secas e a ascensão do nível do mar, dizem que é urgentemente necessária a adoção de limites em todo o mundo.

Entretanto, calcular as parcelas justas de redução de emissões, principalmente da queima de combustíveis fósseis, lançadas por países ricos e os pobres será um quebra-cabeças tremendo. Num relatório feito após um conjunto de conversações promovidas pela ONU para estudar novas maneiras de combater as mudanças climáticas desde 2005, o australiano Howard Bamsey e a sul-africana Sandea De Wet disseram: "Não ouvimos ninguém contestar a idéia de que os países desenvolvidos precisam liderar o esforço de redução".

Eles disseram que existe um consenso de que é preciso fazer mais, mas há discordâncias sobre como isso deve ser realizado. Alguns países se dispõem a reduzir mais as emissões de gases, outros disseram que as promessas existentes precisam ser cumpridas e há os que pediram incentivos para se unir ao esforço de redução.

As perspectivas de se chegar a um pacto global foram reforçadas pela decisão tomada pelo presidente norte-americano, George W. Bush, de que os EUA participarão em 2012. Bush se opõe ao tratado de Kyoto, que vê como ameaça ao crescimento econômico dos EUA e algo que exclui injustamente os países pobres da obrigação de cumprir metas.

"Gostaríamos de ver um mapa do caminho traçado em Bali", disse Paula Dobrinsky, subsecretária de Estado norte-americana para Democracia e Assuntos Globais. "Queremos ir a Bali com abertura e flexibilidade." As Nações Unidas querem que um novo pacto seja acordado em conferência da ONU a ser realizada em 2009 em Copenhague - quando Bush já terá deixado a Casa Branca. É provável que muitos países queiram esperar para ver qual será a linha seguida pelo próximo presidente dos EUA.

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