Austrália desenvolve polêmica "máquina de chuva"

26 de novembro de 2007 • 12h23 • atualizado às 12h23

A pesquisa de empresa australiana para desenvolver uma espécie de máquina de fazer chover nem está concluída e já é alvo de polêmicas no mundo científico. A Australian Rain Corporation recebeu recentemente US$ 8,8 milhões do governo para desenvolver uma tecnologia capaz de ionizar nuvens e com isso fazer chover. Mas especialistas da Organização Mundial de Meteorologia (WMO, em inglês) estão céticos quanto aos resultados.

Para o pesquisador americano Roelof Bruintjes, conselheiro da WMO, o dinheiro investido no projeto não terá retorno significativo. "Para ser sincero, acredito que esse investimento não foi bem aplicado. Até onde eu sei, é fisicamente impossível. Ninguém pode criar ou perseguir uma nuvem. Ninguém pode fazer chover do nada."

O ceticismo de Bruintjes vem do fato de que a pesquisa australiana é completamente diferente dos estudos já realizados sobre o tema. A tecnologia testada na Austrália pretende criar uma nuvem de chuva em pleno céu azul ao bombardear a atmosfera com íons. Isso é diferente das pesquisas que apenas se limitam a "semear" chuva em nuvens já carregadas de íons.

Mas os cientistas envolvidos na pesquisa defendem o método. É o caso do professor Jürg Keller, da Universidade de Queensland, que afirna que o sistema de ionização utiliza um aparato em solo que atrairia as moléculas de água. Os responsáveis pela Australian Rain Corporation ainda não definiram um prazo para os primeiros testes do aparelho.

Redação Terra
 
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