Embora o programa "Araucaria XXI Bosque Atlántico" tenha sido apresentado oficialmente nesta sexta-feira, já está em funcionamento há um ano, desde novembro de 2006, e trabalha com "o desenvolvimento sustentável do povo original guarani e planejando as áreas protegidas", disse à Agência Efe Raúl Romero, co-diretor para Parques Nacionais.
O programa para a preservação da Mata Atlântica tem uma duração prevista de cinco anos com os objetivos de "melhorar a qualidade de vida dos habitantes, conservar melhor a floresta paranaense e reduzir a pobreza", explicou Romero.
As múltiplas ações previstas no projeto têm um interesse especial pelo trabalho com as comunidades aborígines da etnia mbyá guarani que vivem na região, e um "enfoque de gênero" para promover a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres no acesso e controle dos recursos naturais.
A Mata Atlântica do Alto Paraná abrangia originalmente uma área de 470.000 quilômetros quadrados e se estendia desde a Serra do Mar até a província de Misiones, na Argentina, e a parte oriental do Paraguai.
"Atualmente só restam 7% da extensão original. Do que ainda se preserva, 90% estão em Misiones, por isso grande parte do projeto terá foco na Argentina", disse Gastón Irazusta, diretor do projeto para a Aeci na Argentina.
O "Araucaria XXI Bosque Atlántico" será financiado na maioria com verba espanhola canalizada através da Aeci, com um custo de US$ 11,7 milhões.
No Brasil, os parceiros do projeto são o Ministério do Meio Ambiente, as secretarias estaduais do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná.
Uma das iniciativas do projeto é aumentar a coordenação entre o Parque Nacional Iguaçu na Argentina e seu homônimo vizinho no Brasil e promover a criação de um parque binacional que integre o Parque Provincial Moconá (Argentina) e o Parque Estadual do Turvo (RS).
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