Cientista cria pão com nutrientes de peixe no RS

14 de novembro de 2007 • 09h33 • atualizado às 09h43

Uma pesquisa desenvolvida na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (Furg) testou fabricação de pães enriquecidos com proteína de pescado, informou a Agência Fapesp nesta quarta-feira. A espécie utilizada foi a cabrinha (Prionotus punctatus), que tem baixo valor comercial.

O objetivo do estudo, segundo a pesquisadora Graciela Salete Centenaro, foi aumentar a quantidade de proteínas no pão. "A idéia inicial era desenvolver um produto de panificação diferenciado, com a intenção de melhorar seu valor nutricional", disse. Ela destaca que, na cidade gaúcha de Rio Grande, várias indústrias pesqueiras não conseguem aproveitar todo o pescado.

Segundo a Fapesp, foram desenvolvidas cinco formulações de pão: com 30%, 40% e 50% de polpa lavada úmida (PU) e 3% e 5% de polpa lavada seca (PS) à base de farinha. Além do conteúdo protéico, foram realizadas avaliações sensoriais, tecnológicas e físico-químicas. Todos os pães tiveram aceitação superior a 74%, de acordo com testes feitos com voluntários.

O conteúdo protéico dos pães com 3% e 5% de PS e 50% de PU apresentou um aumento de 31%, 45% e 48%, respectivamente, em relação ao tipo padrão. Os produtos tiveram boa aceitação, apesar de algumas características originais, como cor e textura do miolo, terem sido modificadas. "Algumas pessoas disseram ter sentido gosto de sardinha e não se importaram", disse Graciela.

Redação Terra
 
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