Água do mar pode se tornar fonte de energia renovável

12 de novembro de 2007 • 15h22 • atualizado às 16h27

"Procuramos a fonte de energia para o futuro por anos. Talvez a resposta sempre tenha estado embaixo dos nossos narizes", afirma em nota a empresa pública norueguesa Statkraft, que decidiu construir a primeira usina de água do mar do mundo.

Nas margens do fiorde de Oslo, na Noruega, a empresa pública irá implementar no ano que vem um projeto-piloto de central "osmótica", uma forma de energia limpa que, segundo os construtores, poderá produzir 1,6 TWh em escala global, ou metade do consumo energético atual da Europa.

"E é totalmente livre de emissão de CO2", afirma Jon Dugstad, diretor da Statkraft. "O que iremos fazer é misturar água doce e água do mar, sem acrescentar nada ao processo, que é perfeitamente natural, já que ocorre sempre que um rio encontra o mar". A energia osmótica explora a diferença de concentração entre os líquidos: se separa as duas massas de água filtrada, uma salgada e a outra doce, através de uma membrana semipermeável, e a segunda - menos concentrada - se movimenta naturalmente em direção à primeira.

O aumento da pressão gerada sobre a água salgada, previamente pressurizada, pode então ser transformado em energia através de uma turbina. Em uma fábrica de Hurum, no Sul da Noruega, a Statkraft vai construir uma minúscula central osmótica capaz de produzir de 2 a 4 KWh, capaz de acender algumas lâmpadas.

"O protótipo visa apenas validar a tecnologia", assinala Dugstad. Caso este protótipo seja bem-sucedido, uma usina em larga escala, capaz de produzir entre 160 a 170 GWh - suficiente para abastecer cerca de 15 mil casas com eletricidade - poderá ser construída nos próximos anos.

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