Liderado pelo cirurgião vascular Luiz Marcelo Aiello Viarengo, o método consiste na aplicação de um laser no interior dos vasos sangüíneos. Segundo ele, nenhum dos pacientes que foram tratados com o laser endovenoso (EVL) voltou a apresentar feridas.
Já os indivíduos que receberam o tratamento tradicional, o índice de cicatrização ficou em 24%. Neste grupo, os ferimentos reapareceram em 44,4% dos pacientes, explicou o médico. O cirurgião considera o EVL uma técnica minimamente invasiva, segura e eficaz no tratamento de varizes e úlceras, além de ser diferente do procedimento tradicional, que necessita fazer incisões ou retirar a parte comprometida da veia.
Para Viarengo, o custo inicial do equipamento é de US$ 70 mil, o que se torna um empecilho para a utilização em uma escala longa de tempo. Seria um investimento significativo para um médico ou uma clínica, mas para uma instituição não.
"É preciso levar em conta que o EVL possibilita uma recuperação muito boa do paciente, eliminando a necessidade do seu retorno constante ao hospital, o que representa um custo elevado ao sistema público de saúde", informou.
As varizes se formam a partir da dilatação e da deformação das veias, que provocam uma colocaração púrpuro-azulada. Em casos mais graves, quando uma grande quantidade de sangue fica bloqueada nos vasos, é necessário retirar a parte comprometida da veia. A doença atinge cerca de 35% da população acima de 15 anos e aproximadamente dois milhões de pessoas apresentam úlceras. A melhor maneira de prevenção é realizar exercícios físicos e evitar a obesidade.
Redação Terra