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Parazynski, o encarregado da tarefa mais delicada, trabalhou na ponta de um braço robótico de quase 30 m de comprimento a poucos centímetros de distância dos painéis, pelos quais passava uma corrente de mais de 100 volts.
O astronauta teve que cobrir todas as partes de metal de seu traje espacial e suas ferramentas com várias camadas de fita isolante. No entanto, tudo correu bem durante a longa caminhada espacial de 7 horas e 19 minutos, 39 minutos a mais do que previsto, o que deixou os dois astronautas com muito pouco oxigênio ao fim da missão.
Isso os impediu de buscar alguns alicates que acabaram se perdendo no espaço. Este foi o único problema da caminhada, que foi improvisada pela Nasa (agência espacial americana) na última hora para reparar os painéis, rompidos em dois pontos na terça-feira quando estavam sendo desdobrados.
Para a agência espacial, este reparo era muito importante, já que os painéis solares são peças cruciais para o processo de construção da Estação; sem eles não haveria energia suficiente para novos equipamentos, como o laboratório europeu que chegará em dezembro a bordo da nave Atlantis.
Parazynski, que é médico, tirou a Nasa de apuros com um trabalho de cirurgião. "Estão um pouco longe", disse Parazynski, que mede 1,85 metro, enquanto se esticava para alcançar os cabos que haviam perfurado os painéis. Em seguida, cortou alguns dos cabos.
Enquanto isso, o Centro Espacial Johnson, com sede em Houston, no estado americano do Texas, lembrava a equipe de que estavam dando voltas ao redor da Terra. "O tempo é algo essencial", disseram os controladores.
Parazynski também costurou nos painéis cinco materiais similares a correias ou argolas, todas feitas com os materiais disponíveis na ISS, com cada uma medindo cerca de 4,6 m de comprimento. Os equipamentos foram implantados com o propósito de impedir que os rasgos aumentem.
Uma vez terminado o trabalho, os operadores do braço robótico, de dentro da Estação, movimentaram Parazynski e Wheelock para longe dos painéis. Wheelock supervisionava a operação desde a viga central do braço, também no exterior da nave.
Feitos os remendos, os painéis - que vêm empacotados em forma de sanfona - foram estendidos totalmente. "Que grande conquista!", exclamou Parazynski, que participou das quatro caminhadas espaciais realizadas durante a atual missão do ônibus espacial Discovery.
Os danos nos painéis poderiam se agravar com o tempo, correndo o risco de desestabilizar todo o complexo espacial. Os sete tripulantes da Discovery abandonarão, aliviados, a ISS na segunda-feira e chegarão à Terra na quarta-feira, após uma missão de 16 dias, ao invés dos 14 previstos inicialmente.
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