O estudo, além de fornecer pistas sobre o motivo de uma noite mal dormida fazer tão mal ao organismo humano, pode mudar a percepção sobre as doenças mentais, acreditam os autores do trabalho.
Para realizar o estudo, voluntários foram convidados a perder uma noite de sono e permanecer acordados até as 17h do dia seguinte. Em seguida, tiveram seus cérebros escaneados enquanto viam imagens fortes, como corpos mutilados e crianças com tumores.
Os pesquisadores observaram que o grupo que teve o sono privado apresentou um aumento nas atividades da amígdala, área do cérebro envolvida em processar medos e outras emoções, o que não chega a ser uma surpresa entre os cientistas.
No entanto, a razão dela estar mais ativa parece estar ligada com o rompimento das conexões com o córtex pré-frontal, uma área do cérebro que normalmente desestimula a amígdala.
"Interrupções similares são encontradas em pacientes com depressão e estresse pós-traumático", disse Matthew Walker, da Universidade da Califórnia, um dos líderes do estudo.
"É conhecido que problemas psiquiátricos criam distúrbios do sono. Nós precisamos agora é verificar a possibilidade de que seja um problema do sono o responsável por esses distúrbios", completou.
Redação Terra