Venda de 28 golfinhos a hotel de Dubai é criticada

18 de outubro de 2007 • 03h49 • atualizado às 07h13

Vários grupos ambientalistas australianos condenaram hoje o envio de 28 golfinhos das Ilhas Salomão para os Emirados Árabes Unidos, onde foram adquiridos por um hotel de luxo, que usará os animais como atração para seus clientes.

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De acordo com a imprensa australiana, os golfinhos partiram ontem à noite do aeroporto de Honiara, a capital do arquipélago, em dois aviões. Os ambientalistas destacaram que o vôo até Dubai, de cerca de 30 horas, põe em risco a vida dos animais. Além disso, exportações desse tipo só contribuem para aniquilar a fauna das ilhas, disseram.

O governo das Ilhas Salomão proibiu em 2003 a exportação de golfinhos após a venda de 28 deles para o México, que provocou os protestos dos grupos ambientalistas internacionais. No entanto, este ano, suspendeu a proibição para aumentar suas fontes de renda.

Porta-vozes da Simmecel, empresa encarregada do transporte, afirmaram que a venda foi fechada por US$ 885 mil, após quatro anos de negociações com a empresa proprietária do Palm Atlantis, um dos hotéis mais luxuosos de Dubai.

A operação também foi condenada pelo governo da Austrália, que ofereceu ajuda para as Ilhas Salomão cumprirem suas obrigações com a Convenção sobre o Comércio de Espécies Protegidas.

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