Bactéria da clamídia gera infertilidade, revela pesquisa

11 de outubro de 2007 • 21h20 • atualizado às 21h20

Uma equipe de pesquisadores espanhóis descobriu que a bactéria que causa a clamídia - a doença sexualmente transmissível que mais atinge pessoas no mundo - deixa 100% dos homens inférteis.

O catedrático de genética da Universidade Autônoma de Madri (UAM) Jaime Gosálvez, co-autor da pesquisa, desenvolveu, com outros dois pesquisadores do Hospital Juan Canalejo de La Coruña (noroeste), uma técnica "inovadora" que prova a correlação entre a clamídia e a infertilidade.

O estudo, que será publicado na revista "Fertility and Sterility", afirma que o sêmen dos homens afetados pela bactéria Chlamydia trachomatis apresenta graus de fragmentação de DNA de entre 35% e 45%, enquanto nas pessoas sem a doença esses níveis são de aproximadamente 15%.

Segundo Gosálvez, durante a pesquisa - realizada em conjunto com a Universidade Autônoma de Nuevo León (México) -, foi descoberto que a clamídia fragmenta o DNA.

No entanto, a infecção decorrente não provoca sintomas nem altera os parâmetros de concentração, morfologia e mobilidade do sêmen e dos espermatozóides.

Além disso, os pesquisadores, depois de aplicarem um tratamento com antibiótico de entre três e quatro meses nos homens infectados, descobriram que o dano no DNA pode ser parcialmente reparado e que há chances de a fertilidade ser recuperada.

Segundo o cientista, a descoberta é importante tanto por causa da quantidade de pessoas afetadas pela bactéria (dois terços das mulheres e metade dos homens do mundo) como pela dificuldade em sua detecção.

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