Marsílea Gombata
Brasil
A novidade funciona como uma alternativa complementar para a proteção ao sol. Consumidos na Europa em cápsulas, os chamados protetores internos são vendidos em pó aqui, no Brasil, para serem misturados em sucos e vitaminas, levando o nome de shake de Polypodium leucotomos.
"A pessoa deve ingerir duas colheres por dia e é aconselhável que inicie o tratamento três meses antes do período em que ficará mais exposta ao sol", explicou a dermatologista Karla Assed.
O Polypodium leucotomos ajuda a regular o sistema imunológico e protege a pele de eritemas - inflamação causada pela exposição excessiva aos raios ultravioletas. Por ter propriedades antioxidantes, inibe a liberação da enzima metaloproteinase, responsável pela quebra de fibras de colágeno e elastina - causa do envelhecimento causado pelo sol - e preserva o sistema cutâneo.
A farmacêutica Cláudia Souza conta que os primeiros a tomar o Polypodium foram pessoas com vitiligo - doença em que células produtoras de melanina deixam de funcionar. "Esses pacientes passaram a ficar com a pele menos avermelhada e irritada", afirmou. "É como se a planta a protegesse de uma espécie de alergia causada pelo sol e triplicasse a resistência aos raios".
A nutricionista Jane Coelho, 46 anos, costumava usar filtros solares com fator de proteção 50 e, ainda assim, ficava com a pele toda irritada. Depois de usar o produto, notou melhora considerável. "Me sinto mais protegida e minha pele parece mais resistente. Fica menos avermelhada", contou Jane.
Apesar das vantagens do shake, como o bronzeamento uniforme da pele, não é aconselhável seu uso isolado. "O shake é um complemento" observou Marcelo Molinaro, coordenador do Núcleo de Cosmiatria da Sociedade de Dermatologia do Rio de Janeiro. "As pessoas não devem se sentir seguras só com ele e não podem abrir mão de filtros solares".
A embalagem do shake custa R$ 250 e dura um mês.
JB Online