Como a conquista do espaço revolucionou o mundo

02 de outubro de 2007 • 15h27 • atualizado às 18h08

Cinqüenta anos depois do lançamento do Sputnik, o homem se apoderou do espaço e utiliza em muitas de suas atividades cotidianas as aplicações que os satélites desenvolveram.

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Em seu dia a dia, o homem do século XXI se serve de todo o tipo de ferramentas inventadas para a tecnologia espacial, seja nas comunicações (telefonia, televisão), trabalho (informática, internet) ou medicina (desfibriladores cardíacos).

Os novos materiais e tecnologias "necessários para nossos programas espaciais oferecem um fundo inacreditável, utilizável na aplicação de soluções novas e inteligentes aos problemas que se planejam na Terra, e que melhoram nossa vida cotidiana", destaca Frank Salzgber, responsável da Agência Espacial Européia (ESA).

Para Marc Pircher, diretor do Centro Espacial de Toulouse (França), "as aplicações que abarcam o maior público são as telecomunicações", ou seja, a telefonia, a televisão e a transmissão de dados, principalmente.

Outras aplicações de uso cotidiano são as empregadas na meteorologia, muito importante para a economia (turismo, transportes, obras públicas), assim como na navegação e a localização geográfica (GPS, operações de resgate). "Trata-se de aplicações que revolucionaram nosso comportamento", apontou Marc Pircher.

No entanto, observa o analista, "havia muitas esperanças na microgravidade" com a fabricação no espaço de cristais para a indústria farmacêutica ou a produção de semi-condutores, mas "estas não se materializaram".

Os avanços alcançados nas estações espaciais - a antiga MIR e a atual Estação Espacial Internacional (ISS) - "continuam sendo muito científicos e pontuais, e os benefícios para o grande público ou a indústria são muito limitados", explica Pircher.

As pesquisas continuam com o envio de experimentos a bordo de cápsulas espaciais automáticas Photon, ou na ISS, que em breve contará com laboratórios espaciais americano, europeu, russo e japonês.

Mas os trabalhos de construção na ISS estão sendo muito grandes, e inúmeros cientistas colocam em dúvida o interesse das pesquisas que podem ser realizadas nos novos laboratórios.

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