Médicos separam siameses em operação de 17 horas

29 de setembro de 2007 • 23h37 • atualizado às 23h46

Uma equipe formada por 50 médicos chilenos separou hoje dois gêmeos siameses nascidos em março em Santiago, em uma operação que durou ao todo mais de 17 horas, informaram fontes do hospital.

Os gêmeos estavam unidos pelo pericárdio (membrana que envolve o coração), o tórax, o fígado e parte dos intestinos, disse o médico Fernando Betanzo, diretor do hospital onde aconteceu a cirurgia.

Betanzo explicou que, devido à complexidade, a operação foi dividida em três fases. A cirurgia começou às 7h de sábado pela hora local (8h em Brasília). A última fase deve ser concluída às 00h30 de domingo (1h30 em Brasília).

Segundo o médico, as crianças "estavam unidas pela parte baixa do tórax e pelo abdômen. Os corações são independentes, mas a membrana era compartilhada".

A cirurgia não teve complicações e o estado dos gêmeos permanece estável. A mortalidade dos siameses que não são operados é de cerca de 80%, que diminui para 50% quando são separados, ressaltou Betanzo.

Entre os 50 profissionais, havia seis cirurgiões, quatro anestesistas e especialistas de apoio, como cardiologistas, nefrólogos, radiologistas e técnicos.

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