Os gêmeos estavam unidos pelo pericárdio (membrana que envolve o coração), o tórax, o fígado e parte dos intestinos, disse o médico Fernando Betanzo, diretor do hospital onde aconteceu a cirurgia.
Betanzo explicou que, devido à complexidade, a operação foi dividida em três fases. A cirurgia começou às 7h de sábado pela hora local (8h em Brasília). A última fase deve ser concluída às 00h30 de domingo (1h30 em Brasília).
Segundo o médico, as crianças "estavam unidas pela parte baixa do tórax e pelo abdômen. Os corações são independentes, mas a membrana era compartilhada".
A cirurgia não teve complicações e o estado dos gêmeos permanece estável. A mortalidade dos siameses que não são operados é de cerca de 80%, que diminui para 50% quando são separados, ressaltou Betanzo.
Entre os 50 profissionais, havia seis cirurgiões, quatro anestesistas e especialistas de apoio, como cardiologistas, nefrólogos, radiologistas e técnicos.
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