Etiene Ramos
São Paulo
» SP: oferta de mudas estimula arborização
» Curitiba busca recuperar biodiversidade
» Minas: metade das florestas plantadas
» Florianópolis aumentará área sombreada
» Porto Alegre: uma árvore por pessoa
Um desses projetos é o Reflorestágua, da Sociedade Nordestina de Ecologia (SNE), organização não governamental que, entre 2005 e 2006, aplicou R$ 880 mil, patrocinados pela Petrobras, no plantio de 55 mil mudas de espécies da Mata Atlântica, em 33 hectares. Focado na bacia do rio Tapacurá, o projeto foi iniciado em dois municípios do agreste de Pernambuco e, na reedição para 2007/2008, com o mesmo volume de recursos, irá atingir seis municípios. Atuando em educação ambiental e mobilização social, reflorestamento ciliar, monitoramento da qualidade da água, o Reflorestágua capacitou agricultores que criaram viveiros de mudas para o projeto, gerando renda e reduzindo custos de logística.
Para garantir a disponibilidade das áreas ribeirinhas, usadas principalmente no cultivo agrícola, o projeto vai absorver o conceito de agrofloresta que amplia as opções de espécies e garante mais sustentabilidade aos donos das terras. "Vamos orientá-los a associar o plantio de árvores com o de hortaliças, frutas, ervas medicinais e raízes, uma forma de adaptar o projeto às necessidades da população local" diz a gerente executiva do Reflorestágua, Maíra Braga.
O reflorestamento das matas ciliares está assegurando emprego para 1600 trabalhadores rurais que, na entressafra das usinas da cana de açúcar, ficam sem renda. De junho até agora, eles plantaram 70 mil mudas em 20 municípios de Pernambuco, dentro do programa Chapéu de Palha, do governo estadual. Outros projetos prevêem o plantio de mais 690 mil mudas em matas ciliares, o maior deles, de 250 mil mudas, é em convênio com o Ministério do Meio Ambiente, dentro do programa de Revitalização do Rio São Francisco.
Gazeta Mercantil