Curitiba busca recuperação de biodiversidade local

21 de setembro de 2007 • 09h23 • atualizado às 09h47

Nos anos 70, a população de Curitiba alcançou a um milhão de habitantes e o espaço verde foi reduzido para 1 m² por pessoa. Graças à disposição política de seus administradores, principalmente nas três gestões do ex-prefeito Jaime Lerner, com liderança, comunicação eficiente, marketing e educação ambiental, a capital paranaense conseguiu aumentar seu espaço verde para os 51,5 m² por pessoa atuais, ou três vezes mais que o índice recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de 16 m².

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É um dos índices mais altos do País e superior ao de uma cidade como Londres, onde a proporção atual é de 26,9m² de área verde por habitante. A conclusão é a de que, apesar de dificuldades para lidar com a pressão populacional, a administração pública da cidade sempre conseguiu encontrar meios eficientes para ampliar suas áreas verdes e teve bom retorno nos investimentos realizados.

Este resultado transformou Curitiba numa cidade modelo e, como a cidade deseja ir mais longe nas práticas conservacionistas, já se esboça a idéia de planos que contemplem também a recuperação da biodiversidade local. A cidade possui 30 parques e florestas urbanas e perto de 80 milhões m² de área verde preservada. Essa vegetação é regida pela Lei 9806/00 que institui o Código Florestal Municipal que, de certa forma, é uma legislação bastante eficiente na manutenção e na ampliação das áreas verdes fiscalizadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, criada em 1986.

"Quanto ao conforto urbano, Curitiba é uma das melhores do País", diz o diretor da ONG Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental, SPVS, Clóvis Borges. "Agora na questão da biodiversidade estas áreas estão mortas. Além disso, a região metropolitana vem perdendo áreas naturais de forma descontrolada, o que afeta o abastecimento de água.

Gazeta Mercantil
 
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