Oferta de mudas estimula arborização em São Paulo

21 de setembro de 2007 • 09h20 • atualizado às 09h44

Gamaliel Inácio

São Paulo


Dados do Atlas Ambiental de São Paulo dão conta de que a cobertura vegetal da cidade é de 21% de seu território. Aparentemente não é pouco. O problema é a sua distribuição, bastante desigual. Há situações extremas. Na região Marsilac (zona sul da capital) a cada habitante corresponde 26 mil m² de cobertura verde, enquanto em bairros como Brás e Santa Cecília esse número é zero. A ausência ou o número reduzido de vegetação nesses locais faz com que os termômetros indiquem até três graus acima do normal em épocas de temperatura elevada - são as chamadas ilhas de calor.

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São Paulo conta atualmente com três viveiros: o Manequinho Lopes, no Ibirapuera, um no Parque do Carmo (ambos produzem mudas de plantas herbáceas e arbustivas) e outro em Cotia, que produz as mudas de árvores. Um quarto viveiro está sendo implantado, no Parque Anhangüera. Os principais problemas enfrentados pelas mudas que saem dos viveiros são a qualidade do solo, a movimentação do viário, como por exemplo instalação de tubulação subterrânea e também a poluição difusa à qual fica exposta.

André Graziano, arquiteto paisagista da coordenação de áreas verdade da Secretaria das Subprefeituras, diz que a manutenção de áreas verdes sob a responsabilidade direta da prefeitura, ou seja, aquelas que não foram adotadas, é feita durante o ano todo, mas as equipes vêm sendo mais bem distribuídas de acordo com a estação do ano. Segundo ele, um levantamento mais preciso sobre as áreas verdes da capital vem sendo feito pela prefeitura. A expectativa é que esse mapeamento esteja concluído até o final do ano para facilitar a manutenção e haver um controle maior desses espaços a partir do próximo ano.

Quanto ao plantio de mudas, Graziano informa que nem sempre é possível recorrer aos viveiros da prefeitura em razão da falta temporária de determinadas espécies. "A procura é muito grande e às vezes os viveiros não conseguem dar conta. Então, após a aprovação do projeto paisagista pela prefeitura, a compra é feita por pregão ou por licitação, o que se enquadrar melhor", diz.

Graziano ressalta que uma das modalidades de plantio de muda que tem crescido na capital é o que é feito na calçada do morador mediante solicitação à prefeitura pelo site ou pelo telefone 156. Em virtude da crescente procura pelo serviço, o atendimento é feito dentro de um período de dois meses, após visita de um técnico da prefeitura, que verificará as condições da calçada para efeito, por exemplo, da escolha adequada da espécie e a localização. A muda plantada pelo próprio morador, de acordo com ele, pode ser inadequada e acarretar problemas futuros como a quebra do calçamento e a danificação de tubulações pelo crescimento de raízes de algumas espécies de árvores.

Gazeta Mercantil
 
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