Após meteorito, Peru investiga doença misteriosa

18 de setembro de 2007 • 14h55 • atualizado às 16h12
Policial inspeciona um fragmento do meteorito; após a queda, moradores de Puno sofrem com problemas de saúde Foto: EFE
Policial inspeciona um fragmento do meteorito; após a queda, moradores de Puno sofrem com problemas de saúde
18 de setembro de 2007
Foto: EFE

As emanações produzidas por um meteorito que caiu no sábado passado na região peruana de Puno, na fronteira com a Bolívia, e que causaram dores de cabeça e problemas respiratórios nos moradores da área, podem ter sido provocadas por enxofre ou amoníaco, informaram nesta segunda fontes oficiais.

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"Existe a procedência de uma substância que, na verdade, ainda não conseguimos determinar, mas pode ter sido enxofre ou amoníaco", disse o diretor de Saúde de Puno, Jorge López, ao afirmar que há um "perigo latente" de que possam causar mais problemas à saúde dos habitantes.

López disse que uma equipe de sete médicos do Ministério da Saúde do Peru foi deslocada para a zona a fim de atender os habitantes. Também serão coletadas amostras do solo e da água para determinar de que substância se trata e o grau de contaminação.

Cratera de 30 metros
O meteorito caiu no sábado passado na localidade de Carancas, situada cerca de 1,3 mil quilômetros ao sudeste da capital Lima e onde moram aproximadamente 500 famílias, provocando uma cratera de 30 metros de diâmetro e seis de profundidade.

Por sua composição e características, cientistas bolivianos sustentam que o meteorito é inofensivo, publicou a edição online do jornal boliviano La Razón.

"Recebemos uma amostra do pó altamente magnético, o que confirmaria, a primeira instância, que se trata de um meteorito. Além disso, possui alto conteúdo de ferro, ou seja, poderia se tratar de um meteorito", disse o investigador Gonzalo Pereira, citado pelo jornal do país vizinho.

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