Expedição russa começa pesquisas no Pólo Norte

29 de julho de 2007 • 10h07 • atualizado às 14h37

Uma expedição russa iniciou hoje mergulhos no mar próximo ao Pólo Norte, em uma missão que busca legitimar as pretensões da Rússia de ampliar suas águas territoriais e explorar os recursos minerais do Ártico. Os cientistas trabalham no submarino-laboratório Acadêmico Fiódorov, seguindo um navio quebra-gelo movido a energia nuclear, o Rossia.

O submarino leva a bordo os batiscafos (minisubmarinos) Mir-1 e Mir-2, que mergulharão até 4.300 m de profundidade no Pólo Norte. São os mesmos batiscafos que o diretor de cinema James Cameron utilizou em 1995 para filmar Titanic. E também os que foram usados, sem sucesso, nas tentativas de resgate do submarino nuclear russo Kursk, que afundou no Ártico com seus 118 tripulantes em agosto de 2000.

Os primeiros mergulhos começaram no mar de Barents, 47 milhas náuticas ao norte do arquipélago russo Terra de Francisco José, disse à agência russa Itar-Tass Vladimir Strugatski, vice-presidente da Associação de Exploradores Polares, a bordo do submarino.

Ele afirmou que os dois minisubmarinos, que já mergulharam 1.311 m nas águas do Ártico, podem descer a uma profundidade de 6.000 metros e têm capacidade para um piloto e dois acompanhantes, além de reservas de oxigênio para 72 horas. As imersões foram realizadas aproveitando um buraco no solo formado por gelo, onde a temperatura da água é de -1°C.

O primeiro a descer no Mir-1 foi o veterano oceanólogo Anatoly Sagalevitch, que acompanhou James Cameron na filmagem de Titanic. Uma hora mais tarde, desceu o segundo batiscafo, pilotado por Yevgueni Cherniayev. O Mir-1 chegou ao fundo do mar às 10h32 de Moscou (3h32 de Brasília) e o Mir-2, às 11h10 (4h10 de Brasília). Cerca de uma hora e meia depois, ambos começaram a retornar à superfície.

O chefe da expedição, Artur Chilingarov, disse que os mergulhos não estavam programados, mas que decidiu realizá-los para testar todos os equipamentos técnicos antes da "complicada e arriscada missão" prevista para os próximos dias. "Tocar o fundo do Oceano Glacial Ártico, o mais perigoso de todos, no ponto onde convergem os meridianos no hemisfério norte, é um velho sonho da Humanidade", disse Chilingarov, veterano explorador polar e vice-presidente da Duma russa (Parlamento).

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »