Foguete brasileiro VSB-30 é lançado no Maranhão

19 de julho de 2007 • 12h13 • atualizado às 18h12
O foguete de sondagem VSB-30 é lançado no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão Foto: Lucas Lacaz Ruiz/Futura Press
O foguete de sondagem VSB-30 é lançado no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão
19 de julho de 2007
Foto: Lucas Lacaz Ruiz/Futura Press

Eveline Cunha
Direto de São Luís

São Paulo


A Agência Espacial Brasileira finalmente conseguiu lançar com sucesso o foguete VSB-30. A operação aconteceu às 12h12 desta quinta-feira, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O lançamento vinha sendo adiado desde sábado devido aos fortes ventos registrados no norte do Estado.

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"O lançamento foi um sucesso, tivemos a trajetória dentro do local esperado e o local de queda da carga útil no mar no local calculado. O trabalho de toda a equipe funcionou adequadamente", afirmou, logo após o lançamento, o diretor do CLA, Cel. Rogério Veríssimo.

A contagem regressiva chegou a ser interrompida no período da manhã para que os técnicos pudessem avaliar as condições de vento, fundamentais para garantir a trajetória correta do foguete, não teleguiado. Desta vez, as correntes de ar jogaram a favor.

A previsão é de que o aparelho de 2,5 t, 12 m de comprimento e impulsionado por dois propulsores carregados com propergol alcance 280 km de altura, não chegando a entrar em órbita. O vôo deve durar cerca de 20 minutos, dos quais 6,5 minutos o foguete ficará em ambiente de microgravidade.

Depois disso, a carga útil do VSB-30 cairá no mar, a cerca de 160 km do litoral, e será resgatada por equipes de busca e salvamento da Força Aérea Brasileira e mergulhadores da Marinha. Serão usados dois helicópteros e um navio nesta etapa da missão que durará em torno de duas horas.

Este lançamento foi mais uma etapa do Programa Espacial Brasileiro que se prepara para ainda nesta década colocar em órbita seus próprios satélites, a partir do CLA. "Este vai ser um vôo tecnológico e nós teremos um veículo capaz de injetar satélite o que terá uma aplicação direta nos setores de comunicação e pesquisa do país", conclui Veríssimo.

Este foi o segundo lançamento de Alcântara após a tragédia com o VLS, em agosto de 2003, onde morreram 21 técnicos que trabalhavam nos preparativos finais para o lançamento do foguete. O lançamento de hoje foi acompanhado também por uma Estação Remota que funcionou no Centro de Lançamento Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte.

Experimentos

O foguete levou para ambiente de microgravidade nove experiências de pesquisadores brasileiros e alemães. As experiências científicas foram selecionadas pelo Programa Microgravidade, da Agência Espacial Brasileira .

As pesquisas são da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Centro Universitário da FEI, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/CTA), Universidade de Hohenheim (Alemanha), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Alguns dos estudos escolhidos são continuações dos que foram conduzidos pelo astronauta brasileiro Marcos Pontes à Estação Espacial Internacional (ISS). Há projetos considerados estratégicos, como o desenvolvimento de um sistema nacional de guiagem de foguete brasileiros.

Com agências

Redação Terra
 
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