A colostomia é um procedimento cirúrgico que extrai, total ou parcialmente, o intestino e o reto. A parte preservada do intestino é conectada a um novo orifício na pele. Esses pacientes perdem o controle sobre a eliminação das fezes e o recolhimento é feito com uma bolsa plástica, aplicada diretamente no abdômen.
Bruginski então desenvolveu um esfíncter artificial que, acredita, facilitará a vida social dos pacientes colostomizados. O equipamento substitui o principal músculo do esfíncter por uma fita fixada ao redor do intestino que é puxada por um minimotor elétrico. O AICO I, como está sendo chamdo o equipamento, é revestido com silicone, tem formato triangular e pesa 194 g.
No entanto, de acordo com o pesquisador, ainda é necessário aprimorar o equipamento. Uma significativa redução de tamanho e peso, aliada ao uso de um controle remoto, facilitará a implantação e permitirá que o paciente abra e feche o esfíncter no momento conveniente. A idéia é que o paciente possa permanecer por até oito horas sem a necessidade de eliminar fezes, o que facilitará ainda mais a reintegração social.
PrêmioInscrito no 10ª edição do Prêmio da Fundação Altran (empresa no mercado europeu de Consultoria em Tecnologia e Inovação), o projeto do pesquisador brasileiro chegou entre os seis finalistas. Com AICO I estão concorrendo cinco projetos franceses. As idéias serão avaliadas no dia 7 de setembro, em Paris, por 15 especialistas internacionais e independentes, ligados à pesquisa científica, biologia, medicina e engenharia.
No ocasião, os seis finalistas farão a apresentação oral de seus projetos à comissão julgadora. Com base nas apresentações, os jurados definirão o vencedor. No dia 1° de outubro, o projeto vencedor será anunciado durante uma cerimônia organizada pela Fundação Altran, também em Paris. O prêmio para o 1º lugar é de um milhão de euros.
Redação Terra