Museu de Berlim traz maior dinossauro já exibido

11 de julho de 2007 • 11h39 • atualizado às 12h05
Gigante de 13,27 m e 150 milhões de anos é destaque no Museu de História Natural Foto: BBC Brasil
Gigante de 13,27 m e 150 milhões de anos é destaque no Museu de História Natural
11 de julho de 2007
Foto: BBC Brasil

Marcio Damasceno

Alemanha


O ursinho Knut acaba de ganhar um concorrente de peso. O braquiossauro exposto em Berlim a partir desta sexta-feira é forte candidato ao trono de novo mascote da capital alemã, ainda mais agora que o urso polar perde a cada dia os trejeitos de filhote.

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O gigante de 13,27 m de altura e 150 milhões de anos é o maior esqueleto de dinossauro em exibição no mundo e a atração principal da nova exposição permanente do Museu de História Natural de Berlim, chamada Evolução em Ação.

O prédio tem quatro de seus salões reabertos, após dois anos de cuidadosas reformas e investimento de cerca de 18 milhões de euros (R$ 47 milhões). O braquiossauro, que desde 1937 enfeita o pátio interno do edifício, sob uma cúpula de vidro, teve sua postura corrigida, crescendo cerca de 1,5 m.

Se antes os cientistas achavam que o animal se movia com as patas arqueadas, como crocodilos e outros répteis atuais, hoje se sabe que ele tinha patas e cauda eretas. De acordo com pesquisas mais recentes, a espécie era menos pesada e mais ágil do que se pensava.

Jurascópios

Com quase 50 t e mais de 15 m de comprimento, o braquiossauro está entre os maiores vertebrados que já habitaram o planeta. Ele é a principal estrela de um grupo de sete dinossauros expostos no museu, todos do período Jurássico.

Um deles, o carnívoro Alossauro, assusta os visitantes que chegam, atravessando com a cabeça a parede de vidro da recepção.

Através de aparelhos apelidados de "jurascópios", o público pode ter uma melhor idéia de como eram os dinossauros. Ao ser apontado para os animais, o equipamento vai completando virtualmente os esqueletos com órgãos internos, músculos e pele. Depois disso, os animais se movem na frente do observador, através de animação computadorizada, simulando cenas de caça.

Outro destaque valioso é o fóssil petrificado do arqueopterix, exposto pela primeira vez pelo museu. O exemplar é o mais bem detalhado vestígio da espécie, um misto de pássaro e réptil, considerado uma das mais contundentes provas da teoria evolucionista de Darwin.

"Ele é a Mona Lisa dos fósseis", compara Ferdinand Damaschun, diretor do departamento de exibição do Museu de História Natural de Berlim. "É a peça de paleontologia mais reproduzida no mundo", acrescenta.

A mostra Evolução em Ação conta, ainda, a história do universo e do sistema solar através de simulações em vídeo. A exposição explica a história da evolução do planeta e das espécies, exibindo milhões de exemplares de animais e minerais e apresentando os últimos resultados das pesquisas científicas elaboradas pela equipe do museu.

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