Bezerra nasce com duas cabeças no interior de SP

04 de julho de 2007 • 12h24 • atualizado às 14h42
Apesar de saudável, a bezerra não consegue ficar de pé em função do peso das duas cabeças Foto: Cícero Affonso/Especial para Terra
Apesar de saudável, a bezerra não consegue ficar de pé em função do peso das duas cabeças
04 de julho de 2007
Foto: Cícero Affonso/Especial para Terra

Cícero Affonso
Direto de Presidente Prudente

São Paulo


Uma bezerra nasceu com duas cabeças em um sítio da cidade paulista de Presidente Prudente (distante 568 km da capital). Apesar do defeito congênito, o animal já completou mais de 30 horas de nascimento e permanece com vida. "Hoje ela já mamou duas vezes e continua respirando bem. Só não consegue ficar em pé por causa do peso das duas cabeças", explicou o produtor rural Plínio Caravina, dono da propriedade localizada na zona rural da cidade.

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Com 60 anos e sempre atuando na área da pecuária, ele disse nunca ter visto um fenômeno assim. "É um desafio da natureza. Eu já soube do nascimento de animais com cinco pernas, e até mesmo com outras deformações, mas que morre depois de alguns minutos do nascimento. Porém, caso assim, eu nunca vi", disse o produtor enquanto alimentava o animal com leite, em uma mamadeira improvisada em uma garrafa de refrigerante. A bezerra nasceu na manhã da terça-feira nos fundos da propriedade.

Ao perceber que uma de suas vaca estava dando cria com muito dificuldade, Plínio chamou um vizinho. Juntos tentaram auxiliar o animal. "A bezerra vinha nascendo pela traseira, o que não é normal, pois sempre nasce a cabeça primeiro. Empurramos para ver se conseguíamos virar, mas não teve como. Até que saiu uma das patas. Com cuidado, fomos retirando, mas quando chegou na cabeça, enroscou. Tentamos ajudar, mas a vaca estava sofrendo muito. O vizinho colocou a mão para ajudar e notou que havia algo errado. Ele tateou e disse que eram duas cabeças. Mas o filhote se movia e dava sinais de vida. Então, com muito trabalho conseguimos retirá-lo", conta o produtor.

A bezerra não conseguiu parar em pé. "Chamei um veterinário. Ele examinou e disse que era um má formação, mas que os demais órgãos do filhote estavam perfeitos, todos funcionando bem. Ele disse também que ela não teria condições de sobrevivência por causa do peso. Colocamos a bezerrinha dentro do galpão e demos leite. Hoje pela manhã, achei até que ela havia morrido, mas quando cheguei pra ver, estava saudável", completou. A bezerra possui duas cabeças, quatro orelhas, quatro olhos que funcionam sob a mesma coordenação, pisca e movimenta os olhos ao mesmo tempo e quando mama, a outra boca faz o mesmo movimento.

Redação Terra
 
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